Meu olhar de palhaço sobre o filme Joker (english follow)

#alertaSPOILER

Eu não curto muito DC. Não conheço na verdade. Eu tenho uma grande admiração pela Marvel, mas não sou desse tipo de Nerd. Quando anunciaram o filme Joker eu não senti nenhuma vontade de assistir, mesmo se tratando de um “palhaço”. Mas depois que alguns amigos meus palhaços comentaram com frases do tipo: “filme bom e necessário”, “tema ótimo”, “encenação perfeita”, etc., fiquei bem curiosa e resolvi assistir.

Depois algumas perguntas me perguntaram o que eu achei sobre ele, e esse lance de ser palhaço, então aí vai:

1. Gothan City é sim New York.

Não adianta esconder, a cena do primeiro assassinato do Arthur Fleck é no metrô abandonado da nona avenida, na verdade um nível do metrô que é inutilizado, e as vezes usam para gravar algumas cenas. O que eu achei interessante é que o diretor poderia cobrir o nome 9th avenue para manter a ficção de uma cidade fictícia, mas ele nem se preocupa.

Talvez porque o filme queria falar de pessoas reais (e situações reais) através de um filme de ficção. Ao meu ver, toda a loucura que é essa cidade, é para comparar com cidades como NY, Chicago, e até mesmo São Paulo (por que não?). Cidades muito populosas são mais propensas de seus habitantes desenvolverem transtornos mentais. E pelo pouco que eu entendo, os vilões e heróis da DC tem características baseadas nos mais comuns transtornos, seja fobias, bipolaridade, esquizofrenia, depressão, vícios, entre outros.

2. O palhaço de agência.

O Marcio Ballas – aproveito e recomendo aqui o podcast dele que se chama Ballas Cast – disse que quando foi pra Nova York ele participou de uma agência de palhaços que encaminha os palhaços para eventos infantis. Pelo que entendi no filme, a escolha da profissão foi quase que uma “falta de opção”. Arthur Fleck não tinha mesmo escolha, e acabou indo para o “picadeiro” porque tinha uma síndrome de ‘sei lá o quê’ que o fazia rir igual a uma hiena. Enfim, não é a realidade né pessoal? Para ser palhaço é necessário muito estudo, talento, prática, prática, e mais prática. A gente vai ficando bom com o tempo, ou o tempo nos torna menos ruim. O personagem do Joker se mostrou forçado, com muita técnica, porém pouco sentimento. O filme trata de problemas mentais, mas também mostra que ele tem técnica pra lidar com o publico, seja no palco, na rua, no metro, qualquer lugar. Conheço muitos palhaços assim: enraizados de técnicas, mas com pouca, ou quase nada verdade dentro de si. O olhar é a primeira coisa que se nota em um palhaço. E no olhar, a verdade se revela.

3. O palhaço melancólico – de novo em cena

A ideia do palhaço melancólico não é novidade. Alguns filmes (inclusive brasileiros) já trouxeram esse tema à discussão. Joker traz essa temática de forma impressionante. Ele mostra traumas e mais traumas e de repente, no final do filme, ele finalmente entente que “nada faz sentido” e passa finalmente a ser “palhaço”. Tudo bem que ele se tornou um psicopata, mas tirando isso, ele entendeu que tudo nessa vida é bobagem, comédia, tudo é muito pequeno, sem razão.

O despertar dele, parecia ser uma coisa perigosa, inclusive aqui nos EUA se falou muito sobre ter cuidado com tiroteio nos cinemas. Ao final, este despertar foi algo poético, bonito, inspirador. Não estou falando que o fato dele se tornar um vilão assassino e violento é inspirador, não pensem isso. O que é inspirador é o novo olhar dele sobre o mundo. E aí é que o palhaço entra. O palhaço percebe o que a sociedade já não vê mais. Ele vê além do óbvio e sente mais que os demais. E isso o filme mostrou com perfeição!

 

English Version –

#AlertSPOILER

I don’t like DC very much. I don’t actually know it too much. Although, I have a great admiration for Marvel, but I’m not that kind of Nerd. When they announced the movie Joker I did not feel any desire to watch it, even if it was about a clown. However,  after some clown friends commented with phrases like: “good film and necessary”, “great theme”, “perfect staging”, etc., I was very curious and I decided to watch it.

Then, some asked me what I thought about him, and this whole clown thing, so here it is:

  1. Gothan City is New York.

No point hiding it, the scene of Arthur Fleck’s first murder is on the abandoned subway of ninth Avenue – NYC, actually a level of the subway that is unusable, and sometimes they use it to record some holywood scenes. What I found interesting is that the director could cover the 9th Avenue name to keep the narrative of a fictional city, but he didn’t even care.

Maybe because the movie wanted to dialog about real people (and real situations) through a fictional movie. In my view, all the madness that this city is, is comparable to cities like NY, Chicago, and even São Paulo (why not?). Very populous cities are more likely to develop mental disorders. And by little I understand, the villains and heroes of DC have features based on the most common disorders, like phobias, bipolarity, schizophrenia, depression, addictions, as example.

  1. The agency clown.

The Marcio Ballas – I take advantage and recommend here his podcast called Ballas Cast (in Portuguese and Spanish only)  – said that when he went to New York he attended a clown agency that directed the clowns to children’s events. From what I understood in the film, the choice of profession was almost a lack of option”. Arthur Fleck didn’t really have a choice and ended up going to the ring because he had a ‘I don’t know what’ syndrome that made him laugh like a hyena. Anyway, is not the reality right personal? To be a clown it is necessary a lot of study, talent, practice, practice, and more practice. We get better with the weather, or the weather makes us less bad. The Joker’s character was forced, with a lot of technique, but little feeling. The film deals with mental problems, but it also shows that he has the technique to deal with the public, whether on stage, on the street, on the subway, anywhere. I know a lot of clowns like that: rooted in techniques, but with little, if anything, truth in you. The look is the first thing you notice in a clown. And in the look, the truth reveals itself.

  1. The melancholy clown – again on the scene

The idea of the melancholy clown is not something new. Some films (remember Patch Adams?),   have already brought this subject up for discussion. Joker brings this theme in an impressive way. He shows traumas and disturbances, and suddenly, at the end of the movie, he finally understands that “nothing makes sense” and finally becomes “clown”. It’s okay that he became a psychopath, but other than that, he understood that everything in this life is nonsense.

His awakening seemed to be a dangerous thing, even here in the United States there was a lot of talk about being careful about shooting in theaters. In the end, this awakening was something poetic, beautiful, inspiring. I’m not saying that the fact that he’s a murderous and violent villain is inspiring, don’t think that. What’s inspiring is his new look at the world. And that’s where the clown comes in. The clown realizes what society no longer sees. He sees beyond the obvious and feels more than others. And that the movie showed it flawlessly.

Coisas Estadunidenses que “Pelamor de Deos” deveriam existir no Brasil!

Coisa boa é fácil se acostumar – falou uma amiga minha que já tinha morado aqui no Texas ao se despedir de mim. Óbvio que posso listar uma infinidade de coisas que o Brasil humilha os EUA. E quando a saudade bate a gente acha bom até coisa que é ruim e que a gente reclama.

O que trago hoje é uma listinha de coisas que tem aqui no Texas e que não sei como eu vivi sem isso no Brasil. Curta a lista porque ela é curta (kkk).

Vamos lá.

1 – Wipes desinfetantes para limpar quase tudo.

Sabe os lencinhos de bumbum de bebe? É a mesma coisa, só que com desinfetante que mata até 99 % de virus e bactérias. Ele é baratinho, todo mundo tem em casa. Você usa em superficies gerais, carro, cozinha, banheiro, qualquer lugar mesmo. Nessas épocas de gripe são ótimos. Você passa nas maçanetas e nos lugares que todo mundo passa a mão. Ainda não sei como vivi sem isso, tendo um filho em casa. Esse lencinho limpa inclusive riscos de canetinha na parede (depende da canetinha e da tinta). Enfim, é top.

2 – Zip Loc pra tudo e todos.

Isso tem no Brasil, sim, mas é bem carinho e dificil de encontrar. Já aqui nos Isteites, você encontra Zip Loc para vender em todas as lojas de mercado, inclusive nas lojinhas de 1 dolar. Se usa muito isso, para guardar desde comidas, lanches, até brinquedos, lapis, liquidos, congelar alimentos, etc etc etc. Os tamanhos são diversos e os usos também.

É interessante também que aqui alguns alimentos já vem em embalagem com zip loc. Comprei azeitona uma vez e a embalagem já era abre e fecha assim. E umas uvas passas também.

Enfim, o povo aqui usa isso bastante. Acho prático e higienico.

3 – Spray de untar a forma.

Eu não sou nenhuma master chef, mas eu adoro fazer bolo. E uma das coisas que me fazia desistir de preparar é a preguiça de enfiar minha mão na manteiga, untar o bolo, colocar farinha e esperar que o bolo saia inteirinho. Quando cheguei aqui achei a solução. Baking Spray é um spray que você passa na forma e o bolo sai inteirinho, não gruda de jeito nenhum. E você não precisa sujar as mãos. Tem várias marcas e todas são muito boas, mas sempre prefiro comprar essa aqui ó:

Além desse de untar, tem spray de manteiga pra grelhar ou fazer panquecas, tem spray de azeite e de oleo de coco para pessoas mais fitness.

4 – Lenços amaciantes para secadora de roupas (4 in 1 dryer sheet) 

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Esses lencinhos você joga dentro da máquina de secar roupa e sua roupa sai: amaciada, cheirosa e lisinha. Aqui nos isteites vocês praticamente não precisa passar roupas e o grande herói dessa conquista é este lencinho ai, que funciona como um inibidor da eletricidade estática (se bem me recordo), e faz com que o ciclo quente da secagem não deixe as roupas amarrotadas. Dai você pega sua roupa quentinha e lisinha da máquina, que vai direto pro armário.

Pesquisei e vi que este lencinho custa até 85 reais no Brasil (que piada aff). Mas uma coisa que pode substituir é colocar uma colher de vinagre na secagem, apesar de não ter o cheiro de amaciante, o efeito é praticamente o mesmo. *Dicas do tio Luiz.

5 – Lencinhos pra limpar o chão (floor wipes). 

Deixa a camisa do corinthians em paz! Esses lencinhos descartáveis são ótimos para limpar o piso, e no final você não precisa ficar lavando o pano encardido. É só jogar o paninho fora.

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Bom, a lista é curta, mas essas são as coisas que lembrei agora. Tem coisas legais também que o brasileiro poderia adotar, como sprays para qualquer problema que existir nessa terra (americano não gosta de passar muito tempo limpando casa), qualquer coisa que existir nesse mundo o americano vai ter um spray que resolve.  Mas vou deixar para outros futuros posts. Boa Noite.

Herança Cultural e coisas mais.

 

Bom, aqui estou sobrevivente de 1 ano de USA. Fiquei de sempre postar coisas aqui no meu blog, mas a vida de estudante é mais corrida que eu imaginava.

Então, antes que as aulas recomecem, permita-me deixar aqui uns traços de como os EUA e eu estamos nos relacionando.

Morar aqui é bom. Muito bom. Melhor coisa: segurança. Não, não moro no lugar mais seguro do mundo. Aqui em Piper Village, Campus da universidade que faço, vira e mexe tem gente perdendo bicicleta ou alguma coisa que deixou a disposição do bandido.

O bairro que moro é um subúrbio de San Antonio. Bem mais humilde que outros bairros. Casas menores e algumas casas até bem feias. Mas nem compara com um bairro de periferia no Brasil.

Aqui tem muito, muito hispano. De todos os lugares da América Latina que você possa imaginar. Brasileiros? Somos um bom número por aqui. A maioria que conheci são estudantes, professores ou profissionais que vieram pela demanda de San Antonio.

Americanos, por sua vez, não são muitos. É como São Paulo em relação aos paulistas. Não são muitos. Há muita gente que vem de fora.

Tanto que na visita de uns primos, eles se espantaram com a quantidade de peles morenas daqui.

Por causa disso, a adaptação aqui é mais complexa que eu poderia imaginar. Principalmente na universidade em que estudo. Pessoas de tudo quanto é canto, trazendo suas heranças culturais e convivendo em um mesmo canto, tendo que entender, ou melhor, compreender cada atitude.

É, não é fácil.

Eu ouvi há poucos dias numa entrevista “O Brasileiro saí do Brasil mas o Brasil não sai dos Brasileiros”.

E é verdade. Nossa herança cultural é muito forte. Brasileiro gosta de ficar junto, gosta de jogar papo fora, gosta de abraçar, sente muito orgulho de si e de nosso país.

Sim, pode ser que passemos por crises politicas e guerras virtuais entre Direita e Esquerdas extremas, mas nossas briguinhas são internas. Aqui do lado de fora, todo Brasileiro tem orgulho de carregar a bandeira verde e amarela.

Eu vejo muito esse patriotismo nos americanos. Muito mais aliás. Não tem uma loja, casa, ou esquina que não se veja a bandeira Estadunidense.

Já nos demais países essa auto-estima é mais baixa, infelizmente.

Em questões políticas, as opiniões se igualam: o socialismo (desse aí que dizem ser socialismo) não presta. Muitos representantes de países como Venezuela e Nicarágua, pedindo orações pelo imperialismo travestido de socialismo nesses países. Uma luta mais séria do que vocês vêem nas TVs e nas mídias sociais.

Nicarágua, por exemplo, vive uma censura pelo governo, onde mídia nenhuma (nacional nem internacional) tem direito de retratar a situação politica desse país. Inevitavelmente comparo ao Brasil. Não imagino meu povo aceitando censura. Vê-se a quantidade de queixas sobre o impedimento a protesto nas olimpíadas.

O Brasil é bem visto aqui? Eu não sei. Sinto um certo “recalque” as vezes. As vezes sinto que somos amados. As vezes vejo que somos muito mais amados pelos americanos que pelos nossos companheiros latinos. É difícil explicar essa relação. É como nossa relação entre Brasil e Argentina. Devíamos se amar, certo? Mas sempre haverá uma rixinha.

Tenho muitos amigos aqui de outros povos desde Colombia (minha querida) até China, e Modova (sim, Modova é um país, procure no Google Maps).

Juntos, Latinos, Anglos, Europeus, Asiáticos, seguimos convivendo com certas diferenças, revelando as fraquezas e as fortalezas de nossas comunidades, mas crescendo em conhecimento geográfico e cultural.

Enfim, posso concluir que a mudança de país tem mexido com meu modo de pensar em relação a culturas e suas heranças. Posso dizer até que já consigo aceitar a caça de animais de grande porte e já até sinto falta de uma pimentinha no prato quando não tem.

 

Choque Cultural Brasil X EUA

Bom, ainda não sei se estou preparada para os EUA. Estou a quase 2 meses aqui e ainda não me acostumei com algumas coisas, como por exemplo o fato de colocarem pimenta em tudo e afirmarem que a comida “não está apimentada”.

Isso não acontece em todos os EUA, mas principalmente aqui no sul, por causa de uma mania desses texanos de fazer tudo virar Tex-Mex. Ou seja: é Americano, mas tem que ter a <*%¨&$> do red hot chilli peppers até na pasta de dente se for duvidar.

Mas beleza, quanto a isto, logo vou acabar me acostumando. Dizem que é questão de tempo, e que depois eu vou sentir ate falta de uma pimentinha nas coisas. Duvido! Vamos ver!

Bom, o tema de hoje é choque-cultural.

Separei algumas coisas que pra mim não fazem sentido algum, mas que aqui no Texas é tão normal quanto comer pastel na feira é para o Paulista.

Vamos lá.

1 – Por favor, não toque nestes animais!

Meu vizinho Equatoriano, chamado Aaron, convidou a gente para um passeio legal para as crianças. Disse que era uma loja que tinha uns animais. Na minha mente: – Oba! Fazendinha!

Quando chegamos lá a cena: centenas de animais empalhados.

Não entendi a proposta de primeira, mas depois percebi que todos aqueles animais foram caçados!

Sim caçados. Todos tinham um pequeno remendo no lugar que haviam sido baleados.

Na hora minha pressão baixou e sei lá o que me deu que comecei a passar mal. Piorou quando vi uma onça de espécie em extinção.

Tinha de tudo desde veados, antílopes, touros, buffalos, até pássaros lindíssimos. Todos mortos pela prática da caça que aqui é permitidíssima.

Na loja vendia-se armas também. Inclusive modelos infanto-juvenis a preços bem atrativos. Tão atrativo quanto os recursos para a caça como localizadores, drones, roupas de camuflagem, etc.

Pasmem: a loja tinha sessão infantil com brinquedos que induziam a criança à gostar da pratica da caça.

Cheguei em casa são perplexa que fui falar com um outro vizinho sobre esta experiencia pavorosa. Sabe o que ele me disse: – Welcome to Texas!

2 – Não toquem neles, mas os mantenham bem longe de mim!

Nas últimas duas semanas apareceu de tudo aqui na Piper Village (condomínio que moro). Não sei se foram as chuvas ou o calor, mas do nada alguns animais estão chegando por aqui e são animais nada agradáveis.

Primeiro uma Viúva Negra bem na frente do apartamento, debaixo do banco de uma bicicleta. Linda mas super perigosa. Veneno bastou, mas se fosse em São Paulo eu estaria ligando para o centro de Zoonoses e solicitando o encaminhamento da bendita para algum tipo de departamento blá blá blá.

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No dia seguinte, enquanto corríamos achamos uma cascavel filhote na frente no prédio. Ontem acharam mais 2 irmãs desta pequena rattlesnake.

No mesmo dia minha vizinha brasileira tinha achado dentro do apartamento dela um escorpião.

Não, não estou preparada para viver no meio dessa bicharada toda. Eu sou paulista, tenho medo de barata, saio de perto de pombo, vou no zoológico encontrar esses animais. Encontrar eles no meio do condomínio onde eu moro definitivamente não e pra mim.

Ah, também acharam por aqui esse bicho que não sei o nome, parece um rato, mas é tão lindo, olha….
Esta espécie se finge de morto quando você chega perto. Tem um desse em algum desenho animado, não lembro qual.

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Numa crise com os animais fui contar para um amigo da Nicarágua sobre os bichos. Sabe o que ele disse? – Welcome to Texas! 

3 – O aborto sendo tratado como coisa suuuuper normal.

Fui numa clinica fazer um cadastro para saúde da família e quando saio de la o atendente me dá um papel com todas as opções de atendimento medico que tem lá. Entre elas: aborto.

Sim!

Pronto!
Não, não vou comentar mais sobre isso para não fazer polemica. Só queria dizer que aqui é permitido e normal.

Pode chocar alguns, alegrar outros, mas imagina receber um folheto dizendo: – Venha fazer o seu aborto aqui conosco!

E se eu for falar com alguém sobre a minha opinião a respeito, tenho certeza que vou ouvir: – Welcome to Texas! 


Bom, isso é mesmo doido!

Enfim, estas são as 3 coisas que mais me chocaram aqui, por enquanto!

Em breve trago mais novidades.

Beijos a todos e principalmente pra Ninoca que ama os animais!!!!!!

O Texas e seus animais!

E cá estou eu contando mais um pouquinho do que tenho vivido aqui no Texas. Aos poucos a nossa casa está ficando um lugar agradável, e nossa vida vai tomando um sentido por aqui. Nas últimas semanas, o calor de San Antonio tá diminuindo um pouquinho só e já dá pra fazer atividades ao ar livre sem se sentir dentro de um forno ligado. Agora comecei a caminhar a noite e já até fizemos um churrasquinho com os vizinhos do lado de fora de casa – a noite que fique bem claro. Durante o dia ainda tem feito entre 38 e 40º C (100ºF).

O calor daqui é muito intenso e passeando do lado de carro por aí começo a entender a Fotografia da série Breaking Bad. O Texas parece muito o Novo México.

Desde que cheguei o que mais tenho estranhado são os animais. Tudo bem que morava no centro de SP e que só tinha contato com Poodle e Pombo, mas aqui é coisa de louco. Caminhando na Riverwalk uma mulher gritou – tinha visto uma cobra. UAU!!! Bem ali, no principal lugar turístico de San Antonio.
Só que cobras aqui estão em todos os lugares. Quase todo mundo já viu alguma em algum canto da cidade, em algum mato, ou até mesmo dentro de casa.
Escorpião também. E uma tal de Fire Ants – formiguinhas carnívoras que mordem a gente do nada, sem a gente ter feito nada pra elas.

Aqui como qualquer lugar dos EUA pode se ver Gambá, Guaxinim e Esquilos. Os esquilinhos são tipo rato. Tem muitos e são tipico desenhos da Loney Tunes: uns pestinhas kkkk.

Ah, e tem as Águias. Ah, as águias. Grandes, bicudas passeando pra lá e pra cá. Quando vi a primeira fiquei toda encantada. Eu amo pássaros (principalmente os livres), e ver um passaro gigante  tirando urubu – na sua frente é mesmo algo encantador.

Aqui dificilmente se vê pombos, mas tem muito corvo, muito mesmo. E outras aves de cores e tamanhos variados.

Me espantei quando no mercado H.E.B. encontrei na fila do caixa um guia com as cobras e as aves que você pode achar na cidade.

Parece bobagem, mas pra quem vem do centrão de São Paulo, ver estrelas, bichos e mato é algo extraordinário. E morar em um lugar assim então, nem se fala.

Por isso, que agradeço a Deus demais por estas experiencias. Cada dia San Antonio fica mais gostosinho de se viver.

Até a próxima! See Ya!

Eu e o Texas – minhas primeiras percepções

Finalmente, depois de muito tempo resolvi voltar meu antigo blog para deixar registrada aqui, principalmente, minhas vivências fora do Brasil.

Vou começar contando como tudo começou. Há pouco mais de 1 ano meu marido visitou os EUA e quando voltamos ele decidiu que iria planejar para nos mudarmos para cá. Os motivos eram vários, mas o que mais me motivou foi educação que podíamos dar ao Bruninho, que no Brasil seria inviável (pelo menos a que queríamos) por motivos financeiros.

Enfim, resolvemos vir pra cá como estudantes (eu e ele) e o Bruninho como dependente (visto F2). Papéis prontos, visto aprovado, passagens compradas, malas prontas, tudo ok!

Detalhe: não conhecíamos o TEXAS, tudo o que eu sabia sobre TX era associado a filmes de velho oeste, manchetes de tornados e qualquer coisa country. Chegamos pelo aeroporto de Austin – a capital do estado. Dois dias depois viemos finalmente para San Antonio.

Aqui é bem tranquilo, e bem quente. Pelo menos essa época do ano. O calor chega a 40º, mas o vento daqui é quente, bem quente. Então não dá pra gente ficar passeando por ai. Só ficamos em lugares fechados, praticamente: casa, mercado, lojas, carro. Obrigada Senhor pelo ar-condicionado.

Aqui, por incrível que pareça, tem pessoas andando a carácter pelas ruas. Estilo velho oeste: bota, chapéu, espora, e todas essas coisas. Não são muitas pessoas que andam assim, mas andam. O meu espanto foi o mesmo que quando descobri que no Sul do Brasil ainda tinha gente que usava galocha, tomando chimarrão. Mas sou Paulista e era viciada em trabalho, então, quem sou eu pra falar.

Uma coisa legal daqui é que as ruas são muito limpas mesmo. Você não vê sujeira no chão, nem de bituca de cigarro. Acho bonito as pessoas cuidarem do local onde vivem. Além disso aqui tem umas leis a favor da redução de lixo e reciclagem. Ponto positivo. No Brasil tiraram a sacolinha do mercado e o povo quer Móoorrrerrrrr…. kkkkk

Por falar nisso, aqui as sacolinhas no mercado são de graça, tá. Mas alguns mercados dão sacolas de papel. E a lixeira daqui tem que colocar lixo orgânico sem saco plástico. Enfim, não é difícil se acostumar com isso.

E as pessoas daqui (acho que de todo os EUA), tem a cultura de reutilizar as coisas. Aqui garage sales (vendas de garagem) é muito comum mesmo. No último sábado vimos várias pelas ruas. As pessoas vendem e até doam coisas usadas. Eu ganhei muita coisa já. E tenho comprado algumas coisas dessa forma. Aqui não é pobre que compra coisa usada. É qualquer um mesmo.
Tem uma loja que se chama Goodwill que é sempre lotada. É tipo um brechó que vende tudo (mesmo).
Um dia falo mais disso aqui.

Achei legal também que enquanto no Brasil tudo é muito burocrático para qualquer coisa, aqui o que vale é a palavra da pessoa. Me explicaram que enquanto no Brasil “tudo é mentira até que se prove que é verdade” aqui “tudo é verdade até que se prove que é mentira”. Isso vale na hora de preencher formulários principalmente.

Aqui tem muito mexicano. Muito mesmo. Por estar perto da fronteira, eles estão por toda parte. E aí veio o meu espanto número 2: aqui se fala inglês e espanhol em qualquer lugar que se vá. Pelo menos na maioria dos lugares.
Isso é bem comodo, porque quando você não fala o inglês perfeito, vai no espanhol que as pessoas te entendem. Até no Banco me atenderam em espanhol. A parte problemática disso é que meu foco aqui é aprender inglês.
A parte positiva é que passa Chaves na TV daqui. Em espanhol ❤ ❤ ❤ Amo El Chavito.

Aqui não tem muito brasileiro como lá em Miami, e os que conheci são pessoas incríveis, que já fiquei apaixonada. Os americanos não sabem muita coisa sobre o Brasil. Um exemplo é o cara que nos vendeu o carro. Ele disse que não conhecia o Brasil mas o ídolo dele era de lá. Perguntamos quem era o ídolo dele e ele falou de um atleta argentino do San Antonio Spurs. Parabéns aos professores de geografia daqui kkkk.

Falando em Spurs, aqui o povo é meio fanático e tem muito orgulho mesmo do time de basquete Spurs. Onde você vai tem uma bandeira estendida, um adesivo de carro, camisetas vendendo e tudo mais. O time tem até um jogador brasileiro (nossa vez de ter orgulho) que tem mandado muito bem aliás.

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Por último: eu achava que San Antonio era uma cidade pequena, em comparação com São Paulo. Tinha razão, mas em partes. Aqui é uma cidade muito grande, mesmo. Qualquer passeio você passa de 30 a 40 minutos na estrada (rodovia) e ainda está em San Antonio. O centro também é grande. Tem uns prédios lindos e tem um rio que passa por toda a cidade. Falo depois também sobre o RIverwalk.

Bom, ainda falarei mais sobre outras coisas, facilidades, minha experiencia na faculdade etc., mas isso mais pra frente.

Finalizo esse post com a informação que o Pai do Chris (Everybody hates Chris) tem um programa de auditório chamado Who wanna be a Millionaire? (tipo Show do Milhão). E cada pergunta custa U$ 2,24 (kkkkk brincadeirinha).

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Blog renovado – Mudanças a caminho.

Uma das coisas mais legais de ser eu é a instabilidade de emoções. Quer dizer. Na minha vida até hoje não tive nenhum período de 3 anos onde tudo foi igual, permanece igual como diz a música.

Ao contrário. Tudo muda, o tempo todo, no mundo (saudoso Tim Maia). Sim, tudo muda. Este blog por exemplo ficou um tempão parado. Mudei de empresa, casei, tive filho. Muitas coisas novas.

Enfim, não vou fazer retrospectiva disso.

Acontece que agora as coisas vão mudar um pouquinho mais e por isso resolvi retomar este blog. Não colocar apenas coisas de trabalho, matérias etc., mas também coisas da vida e das mudanças que ela nos trás.

Fiquem ligados. Correia Elegante está de volta. ❤

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Curso EAD – Os 5 Samurais

Desenvolvi este curso para um programa do desenvolvimento humano dentro da empresa que trabalho e ele acabou virando um dos produtos de venda (curso de prateleira). O curso online consiste em mostrar ao aluno a filosofia dos 5 Ss da organização: utilização  organização, limpeza, saúde e autodisciplina.

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Riva 115 Athena – A Rainha dos Mares

Riva 115 Athena – A Rainha dos Mares

Com 35 metros de requinte e sofisticação, o Riva Athena 115 é o mais novo lançamento do Grupo Ferretti Yachts, que idealizou um dos mais luxuosos e completos iates do mundo.

Os apaixonados por náutica irão se inspirar ao conhecer o interior do Athena 115, que foi planejado de acordo com os desejos dos seus melhores clientes. Apresentado no Boat Show de Mônaco, o iate pode ser encontrado em dois modelos diferentes: com quatro ou com cinco cabines duplas.

O Athena 115 pode ser encontrado no site do fabricante: www.rivayach.com ou pelo telefone +39 035 910202 (Bérgamo – Itália).  

 

Oscar Filho estréia no Teatro frei caneca como Stand Up “Putz Grill”.

Ele é inteligente, engraçado, satírico e chama atenção para vários acontecimentos e atitudes que passariam despercebidas se não fosse a perspicácia deste gênio do humor. Oscar Filho, intitulado de Pequeno Poney por seus colegas do programa Custe o que Custar do canal Bandeirantes, estreiou no mês de março seu espetáculo de Stand Up Comedy Putz Grill.

O Stand Up Comedy tem criado espaço no Brasil desde o inicio do século com artistas como Luiz França e Diogo Portugal, hoje, artistas da rede globo. Outro artista que ficou famoso pelas suas graças e intervenções com o público foi o publicitário e repórter do CQC Danilo Gentili.

Um espetáculo de Stand Up Comedy é intenso e engraçado do inicio ao fim. Por isto mesmo, tem conquistado muitos admiradores e seguidores, deixando a platéia sempre lotada.

Oscar Filho se apresenta no Teatro Frei Caneca, que fica no Shopping frei Caneca em São Paulo.

Ingressos: www.ingressorapido.com.br